, 22 de Junho de 2013

Quando os Lobos Uivam

Com o propósito de assinalar o centenário da Livraria Sá da Costa, e utilizando como nome o título de um romance do escritor anarquista e carbonário Aquilino Ribeiro (que era visita diária daquele espaço cultural do Chiado, em Lisboa), a série Quando os Lobos Uivam congrega oito formações da música improvisada (ou «jazz-off», como lhe chamou o ensaísta Jorge Lima Barreto) nos dias 22 e 23 de Junho.

O evento arranca, às 20h30 de sábado 22, com o grupo Luís Desirat Legendary Traps and Fellows, que tem a particularidade de incluir um antigo elemento dos míticos Funkadelic, Jerry the Cat. Seguem-se a dupla de guitarras constituída por António Chaparreiro e Pedro Alçada e os Zarabatana, com o jovem, mas cada vez mais incontornável, trompetista  Yaw Tembe. A concluir a noite, o quarteto À Sombra de Ra, que reúne dois membros da equipa jazz.pt (Abdul Moimême e Paulo Chagas) a um outro crítico de música que também é músico, Eduardo Chagas, e a um veterano da improvisação nacional, Monsieur Trinité.

A segunda volta do ciclo inicia-se a 23, à mesma hora, com um quinteto de curiosa designação, Cunnilingus versus Fellatio, frente de combate entre um trombone (Fernando Simões) e quatro saxofones (Diogo Picão, Jorge Lampreia, Matthieu Ehrlacher e Iuri Andrade): Depois actuam o Vimaranis Ensemble de Manuel Guimarães, de que fazem parte um valor emergente, Gil Dionísio, e uma voz já confirmada do rock alternativo e da experimentação, Maria Radich, e o duo Le Vice Anglais, de Bruno Parrinha e Ricardo Reis. Por fim, apresenta-se o projecto de orientação electrónica Drama, com a presença de nomes como André Gonçalves, Carlos Santos, Miguel Sá, Luís Lopes e Rui Miguel.

Quando os Lobos Uivam tem a curadoria de Monsieur Trinité, percussionista que pertenceu aos pioneiros Plexus de Carlos “Zíngaro” na década de 1970, foi um dos fundadores do Colectivo Orgástico e colaborou longamente com Sei Miguel.