, 16 de Maio de 2016

Angrajazz traz históricos aos Açores

Com os concertos a terem lugar, como habitualmente, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, a 18ª edição do Angrajazz vai decorrer entre 13 e 15 de Outubro próximo com um cartaz aliciante, reunindo dois concertos em cada uma das noites e terminando em apoteose com um septeto de históricos.

O evento abre, a 13, como já é de tradição: com uma actuação da Orquestra Angrajazz, sob a direcção de Claus Nymark e Pedro Moreira e com dois convidados especiais, o clarinetista Paulo Gaspar e o saxofonista alto Ricardo Toscano. Após o intervalo, apresenta-se o Christian McBride Trio, com o piano de Christian Sands e a bateria de Ulysses Owens Jr. a juntarem-se ao contrabaixo do líder contrabaixista, um dos nomes maiores do actual jazz norte-americano. Na bagagem transportam o repertório do mais recente álbum do grupo, “Live at The Village Vanguard”, e mais uns quantos temas.

A noite de dia 14 abre com outra formação portuguesa, esta do continente: a de Desidério Lázaro com o projecto “Subtractive Colors”, com os saxofones do próprio e de João Capinha, os clarinetes de Paulo Gaspar, os contrabaixos de João Hasselberg e Mário Franco e a bateria de Luís Candeias. A música estará no equilíbrio do “groove” com uma elegância de dimensões camerísticas, revelando a “outra” qualidade de Lázaro, a de compositor. Sobe depois ao palco o exuberante, mas polido, Ralph Alessi Baida Quartet, com dois elementos diferentes dos do CD “Baida”: em vez de Jason Moran e Nasheet Waits, tocam dois outros pesos-pesados, Gary Versace e Mark Ferber, respectivamente no piano e na bateria. Drew Gress mantém-se no lugar do contrabaixo. Alessi é uma das grandes figuras do trompete contemporâneo, conciliando refinamento e expressão.

A dupla sessão de fecho traz a cantora Charenée Wade, acompanhada pelo pianista Oscar Perez, o contrabaixista Paul Beaudry e o baterista Darell Green. Jazz vocal com cores soul e rhythm & blues em que se detectam as influências de Berry Carter, Sarah Vaughan, Dianne Reeves e… John Coltrane. Segue-se um supergrupo, The Cookers (na foto). Os trompetes são de Eddie Henderson e David Weiss, os saxofones pertencem a Craig Handy e Donald Harrison, o piano é de George Cables, e no contrabaixo e na bateria estarão Cecil McBee e Billy Hart. A crítica aclamou discos do colectivo como “Believe”, “Warriors” e “Cast the First Stone” com termos como «pirotécnico», «potente» e «expansivo». A estética abraçada é a do pós-bop. Promete…