, 23 de Novembro de 2017

Festival Porta-Jazz traz 17 concertos ao Porto

O Festival Porta-Jazz vai ter de 2 a 9 de Dezembro próximos a sua maior edição de sempre, com 17 concertos que envolverão 70 músicos, 20 dos quais de outros países, em espaços do Porto como o Rivoli, a Casa da Música, a FEUP, o Passos Manuel e a Sala Porta-Jazz, para além de vários “workshops” na ESMAE e de um encontro de escolas de jazz no Conservatório de Música do Porto.

A abertura faz-se na sede da associação Porta-Jazz, a 2, com três apresentações a partir do final da tarde, duas das quais da Suíça, o Gysler-Perez-Nick Trio (trio de piano jazz na linha dos EST) e os Controvento (autores de uma música que se pretende «sem restrições»), intermediados por The Nada, quarteto de João Guimarães que funciona como «uma plataforma para o experimentalismo sonoro, a improvisação livre e a exploração de formas e estéticas menos convencionais». Na noite seguinte ruma-se para a Casa da Música, a fim de ouvir o ensemble Coreto, que aí apresentará o seu novo álbum, “Analog”, e os franceses In Love With, projecto de jazz de câmara dirigido por Sylvain Darrifourcq que tem como característica ir de situações minimalistas à maneira de Erik Satie a mutantes rítmicas rock como as dos Mr. Bungle.

A 5 de Dezembro o festival muda-se para o Passos Manuel, onde toca uma formação luso-galega formada no contexto da parceria da Porta-Jazz com o Guimarães Jazz, os Mirrors de João Mortágua (foto acima), Ricardo Formoso, Virxilio da Silva, Felix Barth, Iago Fernández e Hernâni Reis Batista. Os próprios definem a música como um «épico “blend” de jazz, pop e stoner rock». No dia 6, na FEUP, o cubano Ariel Bringuez tocará ao vivo, em quarteto, o seu “Jazzing the Classics”. A 7, sempre no Rivoli, sucedem-se ao longo do serão o Ricardo Toscano Quarteto, o Eduardo Cardinho Group (integrando músicos holandeses) e o trio Gomes / Rosado / Monteiro.

O Rivoli foi escolhido para a autêntica maratona que acontecerá a 8 de Dezembro, com arranque à tarde: desfilam o AP Quarteto, os Lama de Gonçalo Almeida (desta feita sem convidados, com o trio original), a “joint venture” portuguesa e catalã Porto-Barcelona Connection, com o pianista Marco Mezquida como figura tutelar, os Axes de João Mortágua, com os seus quatro saxofones e duas baterias, «pirâmide quadrangular assente em ripas estridentes, fusão entre o erudito e o urbano», e o ESMAE Ensemble. A concluir, no dia 9, dois lançamentos de discos, o de “Lascas” pelos Bode Wilson, construtores de «paisagens áridas», e o de “Origens” pelo trompetista Ricardo Formoso.