, 15 de Dezembro de 2017

Festival MEIA volta a Aveiro

Em Lisboa e no Porto vão surgindo festivais como este, regra geral de pequena dimensão e sem continuidade, mas quando se realizam noutras cidades de Portugal e se mantêm, essas iniciativas ganham um significado e uma importância especialmente relevantes: inicia-se hoje (15 de Dezembro) em Aveiro a quarta edição do MEIA, evento dedicado às músicas que têm a improvisação como processo e método de trabalho.

O espaço onde se realiza é a VIC Aveiro Arts House, e aí se poderão ouvir esta noite o projecto São Bernardo, do contrabaixista Bernardo Álvares, um solo da violoncelista sueca Helena Espvall e o Ensembleia, quinteto formado por estes dois músicos com Bruno Pinho (guitarra eléctrica), Rui Veiga (electrónica) e Bitocas Fernandes (objectos). Amanhã, 16, sobem ao palco o Pássaro Macaco de Patrícia Guerra (membro da banda feminina Panelas Depressão), Clara Saleiro a interpretar na flauta obras de João Pedro Oliveira e Lula Romero, respectivamente “A Escada Estreita” e “Wanderung IV”, e um grupo constituído por Angélica V. Salvi (harpa – foto acima), Miguel Carvalhais, Pedro Tudela (ambos em computador) e Laetitia Morais (vídeo). No dia 19, será a vez de duas contribuições vindas de Espanha, Fuego e Escaire.

Neste festival organizado pela editora discográfica aveirense Pássaro Vago já passaram figuras como Rafael Toral, Paulo Curado, Hugo Antunes, Miguel Mira, João Mortágua, João Pais Filipe, Alvaro Rosso, José Valente e Paulo Chagas, entre outros. A VIC é a “casa-museu” do cineasta, pintor, ceramista e escritor Vasco Branco.