, 19 de Janeiro de 2018

Fred Frith a solo em Coimbra

Um dos primeiros grandes concertos do ano em Portugal terá lugar a 17 de Fevereiro próximo, e fora dos dois centros populacionais maiores do País: Fred Frith estará entre nós para uma actuação exclusiva em Coimbra, no Salão Brazil, no contexto da digressão europeia que o levará igualmente a países como Suíça, Bélgica, Áustria, Eslovénia, Macedónia e Holanda de 14 do mesmo mês a 3 de Março. Se antes da sua vinda ao Velho Continente o músico britânico radicado na Califórnia (dirige o curso de improvisação do Mills College, em Oakland) tem estado a desenvolver parcerias com Chris Brown, Heike Liss e Bob Ostertag, e depois o esperam deste lado do Atlântico trabalhos com o mesmo Ostertag, Hans Koch, Katharina Weber, Fredi Studer e a GIS Orchestra de Alter Schlachthof, este circuito será feito no formato solo. É a sós com a sua guitarra que o vamos ter no ambiente intimista daquele espaço da Baixa conimbricense gerido pelo Jazz ao Centro Clube.

A última vez que tocou a solo no nosso país foi há uma dúzia de anos (2006), na portuense Casa da Música, e daí as expectativas que esta nova visita tem estado a gerar. Com a particularidade de ter entrado nos domínios da música improvisada por via do rock, Frith tem sido nestes últimos 50 anos um dos mais importantes exploradores das possibilidades da guitarra. Na verdade, são de sua invenção muitas das técnicas extensivas hoje de uso corrente. A sua importância transcende, no entanto, e em muito, esse âmbito, a ele se devendo em boa parte os sincretismos de género e estilo que vêm caracterizando as músicas criativas de hoje, seguindo o pioneirismo do grupo que o projectou na passagem da década de 1960 para a de 70, Henry Cow, e de outros que dirigiu, como Art Bears, Massacre, Skeleton Crew, Keep the Dog e Cosa Brava, ou em que deixou a sua marca, a exemplo dos Naked City de John Zorn.