, 16 de Fevereiro de 2018

César Cardoso lança disco com Zenón

Embora a produção nacional na área do jazz já tenha contado com alguns “special guests”, de David Binney e Chris Speed a Joe McPhee e John Butcher, não é todos os dias que um músico português conta com os préstimos de uma figura de vulto dos circuitos internacionais numa sua edição. Lançado este mês, o álbum sucessor do aplaudido “Bottomshelf”, do saxofonista e compositor César Cardoso, inclui na sua formação em quinteto o saxofone alto do porto-riquenho Miguel Zenón, um expoente do sax alto que tem votado o seu percurso a «balancear e misturar os polos por vezes contraditórios da inovação e da tradição». O disco tem o elucidativo título de “Interchange” e nele encontramos também Bruno Santos (guitarra), Demian Cabaud (contrabaixo) e André Sousa Machado (bateria). O conteúdo tem tudo que ver com as habituais premissas de trabalho de Cardoso, conhecido igualmente pela direcção artística da Orquestra Jazz de Leiria e pelas suas contribuições para o grupo Desbundixie, para além de ser o autor do livro “Teoria do Jazz”: é «fresco, melódico, energético e facilmente entendível pelo ouvinte», ou seja, propõe-nos um jazz “mainstream” competente, com ideias e com uma sonoridade particularmente americana. É mais uma bandeira na subida do Evereste.