Resultados da pesquisa por "albert cirera":

Albert Cirera: “Lisboa’s Work” (Multikulti Project)

Ponto de Escuta, em 27 de Novembro de 2017 por Rui Eduardo Paes

...Cirera a essa tendência (assim como não cabe especificamente em nenhuma), “slap tongues”, utilizações da respiração circular e outros processos vão-se sucedendo ao longo das 11 faixas do disco. A música resultante é, por vezes, algo árida, mas o sentido narrativo, a fluidez, o sentido de pesquisa das possibilidades existentes, a constante renovação de argumentos e recursos, mantêm o nosso interesse desperto do primeiro ao último minuto e confirmam o nome de Albert Cirera como um dos mais...

Pano para mangas

Report, em 14 de Novembro de 2016 por texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

...Albert Cirera e Ulrich Mitzlaff e o outro pelos noruegueses (e um alemão, Michael Thieke) Motif. Só por si, a combinação suscitava interessantes reflexões, mas se estas aconteceram foram introspectivas, ficando a cabeça de cada um dos presentes. E bem que essa reflexão tarda em acontecer de uma forma mais profunda e partilhada, tendo em conta que as noções existentes sobre as relações ou não-relações entre jazz e música improvisada são mais interrogativas do que outra coisa. Grosso ...

Albert Cirera & Tres Tambors “Suite Salada” (Underpool)

Ponto de Escuta, em 17 de Janeiro de 2017 por Rui Eduardo Paes

...Albert Cirera volta a colocar no mesmo disco, e nas mesmas faixas, as duas vertentes musicais em que o temos ouvido, como saxofonista de jazz na total acepção do rótulo e desse tipo de improvisação a que se junta o adjectivo “experimental”. O grupo Tres Tambors continua a ser completado por Marco Mezquida (piano), Marko Lohikari (contrabaixo) e Oscar Domenech (bateria), o que significa que se mantém a identidade do projecto, com todas as diferenças relativamente ao outro disco devidas à maturação dos quatro m&uac...

Intensidade e subtileza

Report, em 13 de Novembro de 2015 por texto Nuno Catarino fotografia Joaquim Mendes

...Albert Cirera é já uma figura bem conhecida da cena jazz e improvisada lisboeta. Cirera tem participado em múltiplos projectos com músicos nacionais, do jazz mais conservador até à improvisação mais abstracta. Com o também catalão Ramon Prats (baterista), Cirera mantém um duo chamado Duot, nascido quando ambos ainda estudavam na Escola Superior de Música de Catalunya. Cirera e Prats tocam juntos há mais de dez anos e planearam uma pequena digressão de Duot por meia-dúzia de cidades de Port...

Salão Brazil despede-se de 2016 com Ab Baars e mais

Breve, em 7 de Dezembro de 2016

...Albert Cirera é membro do Liquid Trio de Agustí Fernández, lidera o projecto Albet Cirera &  Tres Tambors e co-lidera os Duot. Em Portugal, pertence aos Fail Better! e tornou-se uma figura habitual tanto nos circuitos criativos como nos do “mainstream”. Também há muito estabelecido em Portugal, Ulrich Mitzlaff tem estado envolvido em projectos com Carlos “Zíngaro”, entre os quais Nuova Camerata, Miguel Mira, Carlos Bechegas e Carlos Santos, em conexão entre a música improvisada, a música contempor&a...

Albert Cirera / Abdul Moimême / Alvaro Rosso: “Dissection Room” (Creative Sources)

Ponto de Escuta, em 1 de Agosto de 2018 por Rui Eduardo Paes

...Albert Cirera, Abdul Moimême e Alvaro Rosso a uma anterior tentativa de fusão sinestésica, a dos Nurse With Wound em “Chance Meeting on a Dissecting Table of a Sewing Machine and an Umbrella”, com resultados muito diferentes – os implicados pelas matrizes de que os dois álbuns partem, um (o que acaba de ser editado pela Creative Sources) a da música livremente improvisada, o outro (o mais remoto, de 1979) do rock experimental, mas com uma semelhante abordagem “cinematográfica”. Digo cinematográfica porque os processo...

Albert Cirera / Ulrich Mitzlaff: “Cróniques 2” (Discordian Records)

Ponto de Escuta, em 25 de Junho de 2015 por Rui Eduardo Paes

...Albert Cirera em duo com Olle Vikstrom, o âmbito de acção do projecto tem uma maior amplitude. Pretende este documentar encontros do catalão agora residente em Lisboa com músicos que nesta cidade vai encontrando. Assim foi, em “Cróniques 1”, com o referido saxofonista barítono sueco e assim é, neste segundo tomo, com o alemão Ulrich Mitzlaff, também ele vivendo em Portugal. Outros se seguirão, incluindo improvisadores portugueses… “Cróniques 2” inicia-se de forma áspera, c...

Adeus 2016, e não voltes

Report, em 23 de Dezembro de 2016 por texto Rui Eduardo Paes

...Albert Cirera, Ulrich Mitzlaff e Yedo Gibson, ou que estão em permanente vaivém entre Barcelona e Lisboa, como é o caso de Vasco Trilla. Ou seja, a Europa aludida era sobretudo a “nossa” Europa, com Baars a representar o continente mais interior. Foram poucos os ingredientes com que se fez esta noite muito especial. A sessão totalmente “unplugged”, sem microfones ou amplificadores à vista, que juntou apenas cinco músicos depressa se converteu numa festa de celebração da criatividade no momento, ao mesmo tempo exor...

Vibradores e pedaleiras

Report, em 21 de Novembro de 2017 por texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

...Albert Cirera colocou em dado momento um vibrador clitoridiano dentro do saxofone tenor, e o mesmo fez (com dois) o baterista Vasco Trilla, no seu trio com Yedo Gibson e Hernâni Faustino, posicionando-os dentro de pequenos sinos. Giovanni Di Domenico, membro do quarteto Going, tinha uma série de pedais de efeitos de guitarra sobre o seu Fender Rhodes, fazendo com que raras vezes este soasse como tal. David Ferreira, uma das metades do duo Lucky Lupe, tocou uma “doubleneck” que era parte baixo e parte guitarra, a partir dela gerindo e sobrepondo “loops”. Pe...

Caramelo a ferver e queda em Marte

Report, em 24 de Janeiro de 2016 por texto Rui Eduardo Paes fotografia Vera Valente

...Albert Cirera, cada vez mais entronizado na cena de Lisboa do jazz e da música improvisada, e Luís Lopes, que com a sua guitarra vem encharcando de rock uma área de intervenção musical que, em tempos, chegou a pretender-se não-idiomática. Ao centro, impondo uma estrutura-base de transe, encontravam-se Hernâni Faustino, cujo contrabaixo vamos ouvindo por todo o espectro de tendências, psicadelismo e pop incluídos, e Vasco Furtado, baterista activo sobretudo no “mainstream” jazzístico que volta e meia ouvimos ...

Gonçalo Prazeres: “Snapshot” (edição de autor)

Ponto de Escuta, em 21 de Junho de 2016 por Rui Eduardo Paes

...Albert Cirera, a guitarra de Nuno Costa, o contrabaixo de João Hasselberg e a bateria de Rui Pereira) e uma fórmula musical que pode ser “moody”, como muito do jazz madrugador em aconchego de bar, e manter-se fiel à identidade e à história do jazz, mas tem ideias e soluções que fogem ao óbvio e à regra. Ou melhor: às regras, pois o que vem em “Snapshot” não cabe dentro dos contornos nem do “mainstream” nem da “vanguarda”, sejam quais forem os significados que por estes d...

Sexta-feira Santa

Report, em 28 de Março de 2016 por texto Rui Eduardo Paes fotografia João Duarte

...Albert Cirera e Marco Franco a tomarem os lugares antes ocupados por João Guimarães e João Pais Filipe. A proposta era aliciante, mas numa Sexta-Feira Santa, em plenas férias da Páscoa (estávamos, para todos os efeitos, numa cidade universitária), a sala apenas encheu pela metade. Há momentos históricos que a própria História deixa passar ao largo. A jazz.pt esteve, no entanto, lá, e aqui fica o registo para a posteridade. A dupla entre a trompetista portuense Susana Santos Silva e o contrabaixista sueco Torbj...

Dois concertos memoráveis

Report, em 24 de Abril de 2017 por texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

...Cirera entrou nas intrigas, o grande interesse desta prestação foi a de se ter lidado com os elementos idiomáticos envolvidos, bem mais implícitos do que explícitos, sem os seus aspectos formais, as cascas. Poucas vezes a chamada improvisação livre se dispõe a utilizar materiais como o fraseado melódico (com os saxofones de Albert Cirera a destacarem-se neste domínio), a pulsação rítmica (o baterista David Meier e o guitarrista Flo Stoffner) ou a harmonia de tradição erudita (Zimmerlin) com...

Memoria Uno: “Crisis” (Discordian Records)

Ponto de Escuta, em 3 de Setembro de 2015 por Rui Eduardo Paes

...Albert Cirera) é-nos desconhecida. Excepções são Cirera, que vive actualmente em Portugal e já faz parte da cena portuguesa, o brasileiro Luiz Rocha, que ouvimos este ano no MIA e nas “improv sessions” do Desterro, ou o inglês Tom Chant, colaborador assíduo de Eddie Prévost. A Memoria Uno coloca em prática os princípios de “conduction” introduzidos por Lawrence “Butch” Morris, e isso pressente-se na comparação com a VGO: esta é muito menos dirigida. Das três impr...

Apoteose de Natal

Report, em 17 de Dezembro de 2018 por texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

...Albert Cirera e João Lencastre, um nos seus habituais saxofones tenor e soprano e o outro dividindo as atenções entre a bateria e a electrónica, com dois teclados e outros dispositivos a incluírem-se no seu normal “setup”. Tudo fazia adivinhar desenlaces musicais que normalmente não lhes ouvimos, e assim aconteceu, com a relevância de que esta foi uma das poucas oportunidades que tivemos, e vamos ter daqui por diante, de ouvir o músico catalão: este trocou há uns meses a capital portuguesa por Copenhaga como base ...

Improv no Carpe Diem

Breve, em 6 de Fevereiro de 2015

...Albert Cirera e Alvaro Rosso actuam a 13 de Março, seguindo-se, a 27, o projecto Bande à Part (foto acima). Sempre na Cafetaria do Carpe Diem Arte e Pesquisa, na Rua do Século, com programação de Ema Canas e Luís Lopes.

Albert Cirera / Carlos “Zíngaro”: “Cròniques 4” (Discordian Records)

Ponto de Escuta, em 12 de Fevereiro de 2016 por Rui Eduardo Paes

...Albert Cirera lançou a público, no sítio da Discordian Records, com o violinista Carlos “Zíngaro” a seu lado. E porquê? Bom, porque se trata de uma pérola desse processo de escuta mútua e de pesquisa das virtualidades do som organizado espontaneamente a que chamamos improvisação. Se os anteriores tomos de Cirera com Olle Vikstrom, Ulrich Mitzlaff e Alvaro Rosso tinham impressionado, este é uma preciosidade que estava melhor num verdadeiro álbum. O primeiro tema, “From There Above Sides Wherefrom You ...

André Rosinha: “Pórtico” (Robalo)

Ponto de Escuta, em 9 de Janeiro de 2018 por Rui Eduardo Paes

...Albert Cirera (saxofones tenor e soprano), João Barradas (acordeão e acordeão Midi), Eduardo Cardinho (vibrafone) e Bruno Pedroso (bateria), não pretendendo mais do que essa funcionalidade. Este é um álbum de improvisações e de improvisadores, sendo brilhantes muitos dos solos que se vão sucedendo e exemplar o trabalho colectivo que se constrói. Rosinha cobre muito bem os dois planos, garantindo com Pedroso a força motriz dos acontecimentos e tomando a dianteira com o seu contrabaixo quando a música pede esse ...

O regresso do filho pródigo

Breve, em 8 de Dezembro de 2015

...Albert Cirera, Gregor Vidic e Nicolas Field. Este novo quarteto apresenta-se a 10 de Dezembro na Sonoscopia (Porto), dará um pulo até Salamanca a 11 e no dia seguinte estará no Barreiro, cidade onde Antunes voltou a assentar arraiais. Esta última actuação será no Velvet Be Jazz Club, com organização da mesma estrutura que promove o Out.Fest. A associação do músico português com Field não é de agora – tocou com o baterista britânico num quinteto em que também constavam Ric...

Duot & Andy Moor: “Food” (Repetidor)

Ponto de Escuta, em 24 de Junho de 2017 por Rui Eduardo Paes

...Albert Cirera e Ramón Prats, desta vez com o convidado Andy Moor, o mesmo dos Dog Faced Hermans, dos saltitantes The Ex, dos Lean Left de Ken Vandermark e das associações com os compositores electroacústicos Alva Noto e Yannis Kyriakides, com o ex-Sonic Youth e amante da distorção Thurston Moore, com a reducionista Christine Abdelnour e com o pesquisador de “feedbacks” saxofonísticos John Butcher. O que aqui vem está indicado logo no título, “Food”: alimento para os ouvidos e para os espíritos, e espe...